Sur poème, café et cigarrete.

12:02 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (2)

Écrire pour dire
Écrire pour se souvenir
Pour se soulager
Pour se consoler.

Rêver pour s'évader
Rêver pour changer
Pour changer d'entourage
De visage.

Danser pour se défoncer
Danser pour se détendre
Profite d'un seul moment
Super et délirant.

(Adolecensce en poésie)

"Je vais me proméner par ton rêves si vous me le permettez."

Sobre suavidade, café e cigarro.

14:03 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (4)

Acorda bem cedo pela manhã sem se importar que dormiu menos de quatro horas. Abre a janela e sente o sol tocando o seu rosto. Cerra os olhos e abre um sorriso. Como é bom sentir aquele vento da manhã e sentir o sol o acariciando de leve. Toma o seu café que já não é tão forte quanto costumava ser. Ele é suave. Esquece do seu cigarro. Prefere assim por algum motivo.

O que está acontecendo? Não sabe. E não se importa. Ele está bem, muito bem. Bem o suficiente pra não se sentir cansado ou indisposto por não dormir direito. Ele sabe que em menos de uma hora vai estar todo suado e cansado, que depois vai sentir algumas dores de exercícios, mas também não importa. Ou melhor, se importa sim, porque ele quer muito isso. Ele gosta disso. Gosta desse cansaço físico. E gosta mais ainda porque sabe que vai estar com as pessoas que fazem o dia dele ser muito melhor. Vai estar com seus amigos. Vai rir. Vai dançar. Vai brincar. Vai se cansar. Vai ficar muito mais feliz do que já estava quando acordou.

Tinha em sua cabeça que mudaria seu estilo de vida. Pensamentos de longa data que nunca se concretizaram até então. Mas agora era diferente. Nada faria com que ele perdesse o ânimo. Ele gosta disso. Muito. Está bem. Recebeu elogios de pessoas que o conheciam antes. Disseram que ele está aparentemente mais feliz e que até parece mais bonito.
Ele conversa demais, isso é estranho. Ele mal falava.

Sabe que ao ver aquele sorriso branco, vai ter que correr feito louco e que os velhinhos saem na rua pra ficar olhando aquelas pessoas todas correndo, girando os braços, correndo lateralmente.
"Por que?" eles deviam se perguntar.
Sabe que vai ouvir "bulbasaur!" olhar e ver um sorriso que ele gosta muito de braços abertos o esperando aquele abraço bom de todas as manhãs.
Que vai ouvir "Tio!" algumas vezes e receber mais abraços super carinhosos que ele tanto gosta.
Que vai ouvir "Tô ouvindo muita conversa! Vocês não param de brincar! Já deu!" ou então "Tá todo mundo prestando atenção?" ou ainda "Se tá conseguindo conversar é porque não tá fazendo direito!" e ver uma rosto tentando parecer sério.
Que vai ver aquele sorriso especial, aquele abraço mais demorado, aquele "bom dia" no ouvido que faz os pelos todos se eriçarem.
E mais do que tudo isso, vai ver todas aquelas pessoas sorrindo em cima do palco. Ali, todos dividem a mesma paixão. Ali todos vivem pela arte. Ali todos são iguais. Em cima do palco, todos são um só. E ele gosta muito disso.

Acorda, o vento lhe sussurra nos ouvidos, o sol lhe acaricia o rosto e pensa:
"Puta que pariu, como esse pessoal me faz bem. Como eu gosto deles! Deixa eu me levantar pra chegar logo!"


Galera do arte vida, valeu por entrarem na minha vida. ;D

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Sobre pessoas novas, cafés e cigarros.

21:28 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (2)

Ele que pensava não gostar das pessoas, que achava que não havia ninguém em quem acreditar, que ninguém estivesse livre das segundas, terceiras, quartas, múltiplas intenções, se enganara.
Sem perceber que ele é quem estava errado, que não o problema era com ele se fechando demais e não com todas as outras pessoas.
Mal sabia que estava prestes a descobrir a alegria de rir das coisas mais simples com amigos sem se importar com o que ou como falava.
Que um abraço, era só um abraço.
Que ver um filme de mãos dadas, era um carinho entre amigos.
Que pessoas sabem conversar olhando nos olhos.
Que elas gostam e se importam umas com as outras de verdade.

Conhecera pessoas que abraçavam de verdade. Um abraço que logo de manhã, fazia o dia melhor. Não se sentia tão bem com outras pessoas já fazia um bom tempo. Que uma mensagem de bom dia, de boa tarde, uma mensagem no celular falando asneiras. Uma mensagem? Não. Várias mensagens. Várias risadas. Mal se aguentava acordado, mas ria loucamente, descontroladamente. Nem mesmo o sono que normalmente o deixa de mau humor tinha o mesmo efeito mais. Ele estava, ou melhor, ele está muito feliz.
Apesar de outras pessoas tentarem o puxar pra baixo por ver como ele está pra cima novamente, nada disso muda. Algumas coisas o entristecem, mas não o suficiente pra abalar o seu humor.
Os filmes, as brincadeiras, as risadas, os carinhos, as conversas sérias, os exercícios, os cafés e a companhia para o seu cigarro. Está cercado deles o dia todo. Todos os dias. Impossível não ficar bem com pessoas assim.
Ele tem em si, novamente, todos os sonhos do mundo e eles são os mais belos de todos.
Se pudesse, traria todas as pessoas com as quais se importa pra junto dele, mas algumas ele não pode fazer nada e outras simplesmente não querem. Isso não significa que vá se importar menos, pelo contrário, agora que está tão bem, se preocupa mais. Ele está transbordando carinhos, atenção e preocupação, mas algumas pessoas simplesmente não vêem isso.

Não importa. Ele vai continuar ali, quer elas gostem, precisem, queiram ou não. Mas também vai continuar muito próximo a esses que o deixam tão bem. Ele gosta muito de cada um deles. Não conseguiria passar um dia todo sem pelo menos um "oi" de algum deles.
Essas pessoas, são vocês, que estão fazendo os dias dele melhores. São vocês que estão todos os dias ao lado dele. Que mandam mensagens, que falam besteiras, que fazem as brincadeiras mais sem sentido aos olhos alheios, mas pra vocês são as mais engraçadas.
E ele só tem a agradecer.
"Obrigado. Vocês são especiais."

"Loucos, normais, homens, mulheres, novos, velhos, brancos, amarelos, negros, tímidos, extrovertidos, artistas, circenses, bailarinos, não importa.
Vocês são meus amigos."

Sobre musicais, café e cigarro.

01:54 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (1)

"Why do I love it so much?
What kind of magic is this?

How come I can’t help adore it?
It’s just another musical

No one minds it at all
If I’m having a ball
This is a musical

And there is always someone to catch me
There is always someone to catch me
There is always someone to catch me
There is always someone to catch me
When I’d fall

Why do I love you so much?
What kind of magic is this?

How come I can’t help adore you?
You are in a musical

I didn’t mind it at all
You were having a ball
This is a musical

And you were always there to catch me
You were always there to catch me
You were always there to catch me
You were always there to catch me
When I’d fall

I don’t mind it at all
If you’re having a ball
This is a musical

And I’ll always be there to catch you
I will always be there to catch you
I’ll always be there to catch you
I will always be there to catch you
You always be there to catch me
And there’s always someone to catch me
You always be there to catch me
You always there to catch me
When I’d fall"

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Sobre passado, café e cigarro.

22:22 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (2)

Uma foto. Uma lembrança.

Uma lembrança?
Várias lembranças!
Um sentimento. Adormecido, mas um sentimento.
Um calafrio.
Um dia ruim.

Poderia ter sido assim, mas não pra ele. A foto? Sim. As lembranças? Sim. O sentimento e o calafrio? Sim. O dia ruim? Não.
Levantou pensativo. Não gosta de fumar logo que acorda, mas naquele dia levantou pensando em acender um cigarro. Ainda de bermuda, sem camiseta. O vento gelado da madrugada. Não importava. Precisava do seu cigarro e de uma música pra pensar.
Pensou.
Tomou seu banho matinal, fez o seu café mais amargo do que o de costume. Mais um cigarro. E seguiu pro seu dia. O tempo, que já tinha dias fechado, nublado, chuvoso, naquela manhã estava aberto. Mal conseguia abrir os olhos por conta da claridade do sol. Vestiu o jeans surrado que tanto gosta, uma camiseta branca, óculos de sol, fones de ouvido e saiu. Ainda pensava.
Sorte que ainda era bem cedo da manhã. Não haviam tantos carros na rua. Ele não prestava atenção. Pensava e cantava alto sem se importar com as pessoas passando e lançando olhares. Ele precisava disso.
Uma mensagem. Era só isso que ele precisava. Se era só isso mesmo, então por que não mandar? Mandou.
E aí sim o dia começou. Mais leve. Feliz. Brincou como criança em vez de estudar como um adulto na faculdade. E daí? Ele e sua parceira não ligavam. As pessoas já os achavam estranhos mesmo. Então eles brincavam e não se importavam. Eram inocentes. Mas riam como ninguém. Riam de coisas banais pra grande maioria, mas riam até doer a barriga. Se alguém conseguia o deixar de bom humor logo pela manhã, era ela.
Estudou, saiu para comprar roupas, treinou. Estava tudo bem. Nem se lembrava mais da sua manhã estranha. Até então.
Mas agora era diferente. Ele se lembrava daqueles olhos mestiços que olhavam em sua alma quando dizia que o amava. Lembrava dos abraços. Dos beijos. Da respiração ofegante por conta de alguns problemas respiratórios. Do cheiro. Do toque. Do calor do corpo encostado junto ao seu. De cada mancha que ele sabia onde estava. De cada cicatriz. Das manias. Das mentiras. Das brigas. Do não conversar. Do fim.
Ele não penteava os seus cabelos. Aqueles olhos preferiam que ele fosse bagunçado.
E hoje, praticamente um ano depois que se conheceram, ele ainda tem aqueles sentimentos guardados. Não vai ter mais a oportunidade de dizer isso, mas isso não importa.
Ele sabe que amou. E sabe que ninguém nunca vai o olhar e dizer que o ama daquela maneira tão profunda e sincera.
Não importa.
No fim, pelo menos, ele amou.
No fim, ele ainda ama.
No fim, talvez ele sempre ame.

"You know I can leave without all the things you took, but will I
ever learn to leave with what you've left behind?"


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Sobre amizade, café e cigarro.

20:26 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (3)

Acabara de se mudar para um lugar não tão novo assim. Já conhecia o local, mas não as pessoas. O único contato que tinha com pessoas, era com seus familiares.

"Tudo bem.", pensou. "Na faculdade conhecerei outras pessoas e não demora muito, começam as aulas."
Ele não era bom em fazer amizades, não sabe se aproximar das pessoas. Já soube um dia, hoje não. E nem precisou. Alguns dias passados, começou a conhecer algumas dessas pessoas, mas duas em especial fizeram a diferença. Os conheceu em uma quinta-feira e na sexta já estava viajando com eles. Mas havia uma quarta pessoa. Quem seria essa? Estranha. Não falava. Reclamava em demasia. Despertou certo interesse.
Não sabia do que conversar, a não ser sobre música.
"Ela é meio estranha, provavelmente tem um gosto musical incoerente assim como o meu." confabulou consigo.
E assim foi, falaram de música durante a viagem, chegando na festa para qual estavam indo, não quiseram ficar na festa e ficaram conversando durante toda a madrugada dentro de um carro. Reclamando de como as pessoas se esfregam umas nas outras, como as músicas são sempre iguais, ruins e sem sentido, da necessidade de beber e se drogar pra estar num ambiente daqueles. Aparentemente, ele havia encontrado uma amiga.
De fato. Mas não agora. Ficaram alguns meses sem nem ao menos se encontrarem. Cada um com os seus motivos. Até que algo os uniu novamente. Mas agora era diferente. Eles precisavam um do outro sem ter noção disso. Eles se viam todos os dias e se falavam ao telefone a cada hora. Não era normal. Beberam juntos, riram juntos, choraram juntos, praguejaram juntos, fizeram planos contra o mundo. E de repente eles se amavam. No mundo dos dois, não havia mais ninguém a não ser o seus cafés, cigarros e conhaques.
Um amor impossível. Inconcebível. Mas se amavam.
Conversavam sem trocar palavras. E quando as usavam, normalmente brigavam. Não como essas brigas que se vê por aí, que uma ou ambas as partes fazem bico e não querem mais conversar. Brigavam porque queriam o melhor um pro outro. Brigavam para se proteger.
E assim seria. Ele se afastaria em breve e ela encontraria outro para despejar sua impaciência e ansiedade, mas eles sempre voltariam um para o outro. Não conseguiriam se afastar.
Eles se amam.
Nunca vai passar disso.
Eles se amam.
Isso não importa.
Eles se amam.
Continuam fazendo os seus planos.
Eles se amam.
E assim será, enquanto o tempo permitir.

"You'll find us(me) somewhere over the rainbow..."
Marina, eu te amo. ;)

Sobre palco, café e cigarro.

21:36 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (1)

Sempre quis que tudo fosse como em um filme ou um livro daqueles bem fantasiosos em que nada é impossível se você realmente acreditar e se esforçar. Que voar não se limitasse aos páassaros e aviões. Que uma estrela coubesse em sua mão e fosse possível guardar o seu brilho num pote de vidro. Que pessoas boas fossem realmente boas e as más realmente más e que não houvesse um meio termo, que isso fosse pré definido. Que houvesse um romance inconsequente e inocente e que os motivos de afastamento fossem dragões, bruxas ou outras criaturas mágicas do fundo da floresta, mas que, mesmo assim, no final, tudo ficaria bem e eles seriam felizes para sempre.
Que as pessoas estivessem bebendo para comemorar, porque estavam felizes e não porque estavam fugindo dos seus problemas. Onde os abraços eram de verdade e não uma aproximação quase nojenta seguidas de dois tapinhas nas costas. Onde os sentimentos eram expressados de verdade e ninguém dizia que gostava ou amava alguém só por conveniência.
Ele tomava o seu costumeiro café e fumava o seu cigarro enquanto se perdia no seu mundo de fantasias quando absorto em seus pensamentos. Ele viajava para lugares distantes que não existiam em outro lugar se não no íntimo dos seus devaneios. Quando algo estava lhe aborrecendo, ele prefiria estar no seu lugar tranquilo.
Mas também sabia, ou pelo menos achava que sabia, que isso era tudo uma "mentirinha". E foi assim até o dia em que subiu no palco pela primeira vez.

Ali, em cima daquele chão suspenso de madeira, com aquela paisagem pintada em um pedaço de pano suspensa por cordas, tudo era real. As pessoas choravam porque estavam tristes e sorriam porque estavam felizes. Se abraçavam com sentimentos. Eram más ou boas porque era assim que tinha que ser. Até os animais eram amigos se você quisesse.Elas viviam de acordo com contagem de músicas. Elas amavam para sempre. Eles tinham os cabelos sempre penteados.
E ele dançava, como se o mundo girasse daquele jeito. O sorriso não era por obrigação de sorrir no palco, o sorriso no rosto era por descobrir que a sua "mentirinha" era de verdade. Ela podia ser verdade ali. Não precisava ficar só em seus pensamentos. Não mais.
Ele dançaria enquanto seu corpo aguentasse. E quando não aguentasse mais, ele ainda dançaria no seu mundo interior porque agora sabia que aquilo dos seus devaneios, eram a realidade. Ele dançaria como num conto de fadas onde até tocar as estrelas era possível. E sabia que ali, naquele tablado com paisagens que subiam e desciam amarradas em cordas, era o seu lugar feliz.

"A alma do filósofo vive em sua cabeça, do cantor, na garganta, do poeta,
no coração, mas a do bailarino habita todo o seu corpo!"

Sobre diálogo, café e cigarro.

10:40 / Postado por Ricardo(Sano) / comentários (0)

Fim de tarde, dia exaustivo, cabeça precisando de um descanso. Um café lhe chama a atenção, nada de atrativo, apenas pensou que um café seria uma boa pedida. Não havia nada que gostasse mais do que café e irritar outras pessoas.
No balcão, distraído, óculos pendurado na camisa, mal enxergava. Não havia nada para ver.
Alguém se senta ao lado. Continuava sem enxergar. Ele não gosta de conversar com estranhos. Mas ele não é estranho. Já se viram várias vezes. Trocaram vários olhares. Mas e daí? Tantas pessoas trocam olhares.

"Oi."
"Olá."
"Finalmente uma oportunidade de conversar com você."
"Pois é."
"Me fale sobre você."
"Estragaria toda a diversão."
"Se não me falar nada, como vou saber?"
"Essa é a parte divertida. Vamos nos descobrir."
"E se um de nós não gostar do que descobrir?"
"Você pode aprender a conviver, ou descobrir outra pessoa."
"Não vejo diversão alguma nisso."
"Não?! Pois eu acho que nada supera isso."
"Eu consigo pensar em várias outras."
"Que bom. Sinal de que você não precisa de muito pra se divertir."
"Você me irrita."
"..."
Acende o seu cigarro. Não se importa em irritar. Ele gosta disso. O cigarro é prova. Quase um cigarro pós sexo. Satisfeito por alguém dizer que está irritado.
"Eu gosto quando você me irrita."
"Como sabe disso? Você nem me conhece."
"Sei porque estamos conversandoe nos conhecendo, oras."
"E está achando legal?"
"Sim."
"Viu. Era disso que eu estava falando."
"Agora eu entendi."
"The ending of this song should be left alone[...] 'cause
the way it unfolds is yet to be told."